http://mundodemusicas.com/ - O Mundo de Músicas é um blog que apresenta uma visão panorâmica sobre o fenómeno musical em todas as suas vertentes. Produtores, músicos, fabricantes de instrumentos, managers, designers, roadies e técnicos de som: todas as personagens que compõe a indústria da música merecem o nosso olhar. Textos de opinião, dissertações, crónicas, reviews de álbuns, entrevistas e histórias de bastidores são apenas algumas das rubricas que apresentamos no Mundo de Músicas.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
As If You Read My Mind - Stevie Wonder
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Dulce Pontes em atuação no Coliseu do Porto
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terça-feira, 29 de dezembro de 2015
A vida de Lemmy Kilmister (Motörhead)
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
PSY - Happening (Live)
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terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Barack Obama canta Amazing Grace
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Control - Kendrick Lamar
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Diana Krall no Baku Jazz Festival
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Life in Photographs: o mundo como Linda McCartney o viu
Linda McCartney é conhecida por ter sido a mulher do Beatle, Paul McCartney. O que nem todos sabem é que, mesmo antes de conhecer o artista, ela já era fotógrafa. Na altura com outro apelido, Linda Eastman encontrou-se pela primeira vez com McCartney numa atuação de Georgie Fame, num clube de Londres. Estávamos, então, em maio de 1967. Nos anos 60, a fotógrafa havia começado por trabalhar como recepcionista na Town & Country, uma reputada revista do estilo lifestyle. Todavia, não tardou muito até que Linda trocasse a recepção pelo outro lado da câmara. Começava, então, uma carreira muito ligada à fotografia de bandas de rock, mas não só. Neste post debruçamo-nos um pouco sobre a vida da fotógrafa e ativista, mas damos maior destaque ao livro que mostra todo o seu percurso, Life in Photographs.  Life in Photographs é a obra editado pela Tashcen que nos faz ver o mundo como Linda McCartney o viu: do trabalho inicial como fotojornalista, aos episódios que presenciou na companhia dos Beatles, até aos últimos anos da sua vida (altura em fotografou nomes como Kate Moss e Johnny Depp). O livro é o resultado do esforço conjunto de três mulheres.  Podemos  dizer com toda a segurança que Life in Photographs é uma verdadeira narrativa visual que se estende ao longo das décadas que fizeram e conta a história de Linda e de quem com ela se cruzou. O livro é o resultado do trabalho conjunto de quatro grandes nomes. Além de Linda McCartney, Life in Photographs é assinado pela fotógrafa  Annie Leibovitz; o historiador Martin Harrison; e a também fotógrafa e editora Alison Castle.Â
Algum tempo mais tarde, um retrato de Eric Clapton fez com que se tornasse na primeira mulher fotografa a assinar uma capa da revista Rolling Stone. Ainda na década de 60, Linda capturou imagens de grandes nomes de diferentes géneros musicais: de Aretha Franklin a Jimi Hendrix, passando por Bob Dylan, Janis Joplin ou os The Doors. 1969 foi o ano do casamento. Foi então que Linda decidiu adotar o nome do marido e começar a assinar como McCartney. Antes disso, a fotógrafa tinha já acompanhado o lançamento de Sgt. Pepperâs Lonely Hearts Club Band. A partir do matrimónio, a fotógrafa começou a acompanhar de perto todo o processo criativo dos Beatles, assim como o inÃcio da carreira a solo do marido. A imagem que ilustra a capa do livro remonta a esse perÃodo. Tirada em 1970, foi capturada na mesma altura em que Paul McCartney deixou os Beatles para lançar o disco homónimo que abria com o tema Lovely Linda.
Independentemente do objeto fotografado, o objetivo mantinha-se: transpor para a imagem a essência de qualquer coisa, fosse ela um grande nome da música, uma criança, animal ou garrafa de whisky. O trabalho era o reflexo de um conjunto experiências pelas quais passava: por influência do marido Linda, aventurou-se na música. Desempenhou também o papel de ativista do ambiente e dos direitos dos animais, e tornou-se vegetariana. Linda McCartney morreu em 1998, quando tinha apenas 56 anos, vÃtima de cancro. O casamento com Paul McCartney durou até à morte. Juntos adotaram uma criança do casamento anterior de Linda e tiveram mais 3 filhos. Sempre atrás da câmara, Linda McCartney deixa um legado documental da sua vida e daqueles que a rodearam. Life in Photographs é a prova disso mesmo. No livro em que a história dela se confunde com a história dos outros presenciamos momentos momentos que ficarão guardados para a posterioridade. Vejamos alguns.
A fotografia é de 1967 e mostra Jimi Hendrix num concerto durante uma digressão nos Estados Unidos da América. Durante esta tour, o artista passou por Monterey Pop, pelo Hollywood Bowl e pelo Fillmore West.
A imagem acima leva-nos a 1968 e mostra um momento de descontração entre os Beatles. No mesmo ano, sabe-se que o mau ambiente entre os membros da banda levou mesmo a que Paul McCartney e John Lennon gravassem em salas separadas.
Na fotografia de 1978 vemos uma comparação atÃpica que levanta algumas gargalhadas. Aqui vemos o biberão aquele que será muito provavelmente o biberão do filho e o whisky do pai.
1973, na imagem vemos os recém-casados Steve McQueen e Ali MacGraw. A Jamaica foi o cenário de fundo não só para a fotografia como para o clássico, Papillon. O matrimónio terminou ao fim de 5 anos., Life in Photographs: o mundo como Linda McCartney o viu ,Ler Artigo Completo, %%url%%
Linda McCartney: de recepcionista a vulto da fotografia musical
O primeiro grande marco da carreira de Linda McCartney enquanto fotógrafa foi, sem dúvida, quando ainda era rececionista. Desviando um passe de imprensa, a jovem conseguiu esgueirar-se para dentro de um iate, no rio Hudson, onde decorria um evento promocional dos Rolling Stones. A qualidade das fotografias surpreendeu a banda de Mick Jagger, ultrapassando mesmo as do fotógrafo oficial.Linda McCartney: imagens de uma vida
Life in Photographs tem muito de fotografia musical, mas não se resume apenas a isso. O livro condensa a arte de Linda McCartney mostrando a forma como via o mundo, dos pequenos aos grandes momentos. Nele cabem tanto Michael Jackson, Stevie Wonder e (obviamente) Paul McCartney, assim como momentos do dia-a-dia como uma simples pausa para o café.sábado, 26 de setembro de 2015
David Bowie e os alter-egos do Camaleão
Não é por acaso que David Bowie é conhecido pelo cognome de Camaleão. Mais do que um mero cantor, David Bowie provou ao longo da sua carreira que a teatralidade na música é um meio poderoso para contar histórias, criar relações, cantar canções e transmitir emoções. A maioria dos seus grandes êxitos possui uma persona especÃfica por detrás da voz, um alter-ego que se reproduz tanto na música como nas diferentes personagens que assumiu em palco ao longo da carreira. Mas qual foi o caminho de David Bowie até ao reconhecimento mundial como uma das melhores vozes de sempre? Estamos no inÃcio de 1947, mais precisamente no dia 8 de janeiro. Em Brixton, nos limites de Londres (Inglaterra), Margaret e John Jones tornam-se pais de David. O rapaz rapidamente ganha boa reputação na escola, considerado por professores e amigos como uma criança talentosa, com uma inteligência e mentalidade únicas. Mais tarde, David Bowie começa a frequentar a Burnt Ash Junior School, onde surge uma oportunidade para se estrear no mundo da música: o coro da escola. Além de uma voz notável, David Bowie é também um compositor de alta qualidade, conforme demonstrou de forma soberba em discos clássicos como The Man Who Sold the World (1970), Hunky Dory (1971), The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars (1972), Aladdin Sane (1973) e Heroes (1977). As metamorfoses podem ter ficado para trás, mas David Bowie continua a ser uma referência de estilo e elegância, sendo venerado, imitado e idolatrado por milhões de seguidores em todo o Mundo.
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David Bowie: talento precoce e acidente
Dança, teatro e música foram competências que fizeram parte da educação de David Bowie. Impactado por artistas como Elvis Presley e Little Richard começou a atuar perante um público variado. Colegas do seu grupo de escuteiros recordam que tais apresentações eram memoráveis e pareciam ser feitas por alguém vindo de outro planeta⦠O amor pelo jazz moderno surgiu quando entrava na adolescência e foi suficiente para que a mãe consentisse em pagar-lhe aulas de saxofone. Contudo em 1961 surgiu um imprevisto. Em plena adolescência ficou ferido num olho após uma luta com um colega da escola por causa de uma rapariga. O resultado foi 4 meses de internamento hospitalar e uma série de operações. O olho nunca ficou totalmente recuperado e a pupila é ainda hoje mais dilatada do que o normal, sendo também de outra cor do olho original. Contudo, nada iria impedir David Bowie de se tornar em breve uma das maiores referências culturais do mundo da música.David Bowie: personalidade teatral e extravagante
Em 1967 e com apenas 20 anos editou o seu primeiro álbum de tÃtulo homónimo. O disco no entanto não registou grande sucesso e, por isso, David Bowie refugiou-se no estudo de artes dramáticas, onde procurava encontrar o meio de expressão ideal para encaixar na sua personalidade multifacetada. Com a ajuda da dançarina Lindsay Kemp, aprendeu a exteriorizar toda a imaginação e extravagância que sentia, formando a personalidade camaleónica que iria levá-lo ao êxito absoluto. O resultado final foi demonstrado dois anos mais tarde, em 1969, com o lançamento do seu segundo álbum: Space Oddity (que convenientemente coincidiu com a chegada do homem à Lua). Este foi o disco que estabeleceu a base para a carreira de sucesso que se seguiu e ainda continua com vigor.DISCOS RECOMENDADOS DE DAVID BOWIE:
The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars
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